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Globalização e neoliberalismo

Última atualização em 17/07/2016

Esta página é um resumo do artigo "Em defesa dos bodes" de Roberto Campos. O texto explica e defende o processo de globalização e as vantagens do neoliberalismo. O texto fala da globalização comercial e tecnológica e da hegemonia americana. O artigo original, de Roberto Campos, publicado em 12/01/2000, começa assim:
A globalização comercial e tecnológica permitiu o salto dos Tigres Asiáticos e o alívio da pobreza na China.

É reconhecida a proficiência brasileira em três coisas: no futebol, no Carnaval e na busca de bodes expiatórios. Globalização e neoliberalismo foram os bodes na moda da década de 90. Um, era inocente. O outro, era inexistente.

A atual globalização não é uma conspiração americana para manter sua hegemonia. Os Estados Unidos são hegemônicos simplesmente porque ganharam a II Guerra Mundial, pelo colapso do socialismo soviético e por liderar a nova revolução tecnológica.

A globalização não é responsável pelo desnível industrial nem pela pobreza da periferia. Ao contrário, foi a globalização comercial e tecnológica que permitiu o salto tecnológico dos Tigres Asiáticos e o alívio da pobreza na China, que quinze anos atrás exportava menos que o Brasil e hoje exporta quatro vezes mais. Como o comércio internacional cresce quase o dobro do PIB mundial, os países abertos ao comércio e ao investimento vêm crescendo muito mais que os de economia fechada.

Fala-se no Brasil nos perigos da "desindustrialização" e da "desnacionalização" em virtude da abertura comercial que fizemos desde 1990. Mas as reais dificuldades de nossa indústria advieram de políticas internas que nada têm a ver com liberalismo ou globalização. O real problema foi sobrevalorização cambial, juros escandalosos (resultantes dos déficits fiscais) e tributação asfixiante.

A atitude sensata para o Brasil é administrar competentemente nossa inserção na economia globalizada do futuro. E, dentro da OMC, continuar lutando tenazmente contra "assimetrias" e "hipocrisias".

A "assimetria" é a insistência dos países industrializados em ampliar a liberação de serviços e as regras de proteção de seus investimentos sem a contrapartida da liberalização de importações agrícolas. A "hipocrisia" é tornar mandatórias no comércio internacional cláusulas sociais (que ignoram diferenças da produtividade da mão-de-obra) ou refinadas exigências ambientalistas. Estas, sob pretextos ecológicos ou humanitários, podem servir de barreiras protecionistas contra as exportações oriundas de países mais pobres.

Qual a alternativa à globalização? Nenhuma. Isolarmo-nos da revolução tecnológica para proteger empregos é suicídio, porque a perda de competitividade geraria estagnação e conseqüentemente mais desemprego.

Em novembro de 1999 houve nas Filipinas uma reunião de antiliberais de 31 países sob o título de Conferência Internacional de Alternativas à Globalização. Além de xingamentos à chamada tríade maligna - FMI, Bird e OMC -, acusada de cumplicidade na "ofensiva neoliberal do capitalismo contemporâneo", a conferência resultou em duas recomendações: um calote financeiro pelo não pagamento da dívida externa, e um calote intelectual pelo não reconhecimento de patentes tecnológicas. Seriam assim, punidos, os dois principais protagonistas do desenvolvimento: os investidores e os geradores de tecnologia.

Diz o economista hindu J.K. Mehta, da Universidade de Allahabad, que o subdesenvolvimento é principalmente falta de caráter, e não escassez de recursos ou de capital. Parece que ele tem razão.
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Autor: Roberto Campos

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