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O Paganismo e o laicismo brasileiro

Última atualização em 19/07/2016

Antes da era Cristã, há dois milênios, praticamente todos os povos eram pagãos (também chamado por alguns dicionários de "gentios").

Tal padrão cultural, isto é, tal modelo de vida era conseqüente da desinformação profética e da sobreposição do lado irracional sobre o lado racional dos seres humanos. (Era como se o corpo "animal" prevalecesse sobre a mente "educacional", ou seja, a carne prevalecia sobre o espírito.) Por isso, naquela época as pessoas eram guiadas pelos prazeres físicos e eram comuns as promiscuidades, as orgias, as idolatrias e as consequentes violências em vários lugares.

Hoje, no entanto, alguns políticos redescobriram o paganismo, mas acham que inventaram fórmulas evoluídas de conduzir uma sociedade e o estão chamando de "modelo Laico". O modelo pagão ("laico", pluralista, igualitário, sem-censura, etc.) é o formato mais rudimentar e arcaico de se conduzir uma sociedade. Este modelo não estabelece limites morais nem requer sacrifícios éticos dos cidadãos. No sistema pagão (sistema "laico"), todos podem de tudo, e do que bem quiserem, sem dar satisfação a ninguém e sem se preocupar com as conseqüências que poderão recair sobre si mesmos ou sobre o seu próximo.

Em geral, o paganismo está ligado à ausência de limites, ausência de disciplina e ausência de abdicações preventivas de qualquer natureza. No paganismo, é comum a presença maciça de atitudes meramente prazerosas sem nenhuma preocupação com as consequências futuras. O efeito religioso (a multiplicidade de deuses, santos, espíritos, orixás e divindades diversas) é apenas o lado mais evidente de um comportamento normalmente "prazeista" e descomprometido com o futuro. (Um comportamento demasiadamente "festivo" onde os desejos do corpo é que controlam a mente e não o contrário).

No dia-a-dia, o paganismo vai se estabelecendo através da substituição do moralmente correto pelo mais prático e mais prazeroso. Isto é, as pessoas passam a se submeter apenas ao que querem e não ao que prudentemente convém. As consequências ao longo do tempo são fracassos seguidos de fracassos acompanhados de dores, decepções e miséria. Tais conseqüências levam as pessoas ao desespero e ao surgimento de adorações a inúmeras "divindades" como tentativa de soluções sobrenaturais. Portanto, paganismo não se restringe a insensatas adorações religiosas. Na verdade, é todo um conceito social do qual deveríamos nos afastar o máximo possível para caminharmos em direção ao sucesso. (Obs: Algumas enciclopédias internacionais definem paganismo como o padrão de comportamento social e religioso que não tem procedência profética, ou seja, não procede dos ensinamentos cristãos, judaicos ou muçulmanos).

Karl Marx, o idealizador do comunismo ateísta (tido como "socialismo científico"), talvez tenha identificado a forte ligação entre a miséria e a prática religiosa pagã. Ele só não soube diferenciar o conhecimento religioso pagão (conhecimento oriundo de lendas, mitos e utopias humanas) do conhecimento religioso profético (conhecimento procedente do Deus Criador).

Hoje, já é evidente que o ateísmo de Karl Marx não é solução contra o paganismo, seja religioso, seja social. As últimas décadas demonstraram que o ateísmo forçado (por imposição do governo) também gera subdesenvolvimento e pobreza, (isso ficou evidenciado na Rússia e no Leste Europeu no período comunista). No entanto, o Cristianismo, quanto mais genuíno, mais resulta em esclarecimento e prosperidade, afastando a violência e a miséria dos países que o adotam na prática social. Podemos comprovar esta realidade comparando os índices de desenvolvimento dos países seriamente cristãos, com os índices de desenvolvimento dos países mais ou menos pagãos.

Portanto, nós, brasileiros, precisamos reavaliar as nossas tendências culturais e o nosso modelo educativo, se quisermos alcançar um bom nível de desenvolvimento humano e social.

Se dermos um pouco mais de crédito aos ensinamentos bíblicos, de forma sensata e sem misticismo, perceberemos as verdadeiras causas e as possíveis soluções dos problemas brasileiros.

Extraído do Livro Renasce Brasil capítulo 5 - download gratuito
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Autor: Valvim Dutra

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