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O que é amar o próximo como a si mesmo

Texto publicado em 2001 e republicado em 07/06/2016

A maioria do povo brasileiro não conhece o significado da expressão "amar o próximo como a si mesmo". O mau uso da palavra amar pela nossa mídia, que insiste em relacioná-la freqüentemente ao namoro e ao sexo, acaba nos confundindo.

No entanto, mesmo Antes da era cristã (AC), amar o próximo era se relacionar com total igualdade de consideração, sem superioridade ou inferioridade e com tolerância às normais falhas e diferenças dos seres humanos.

Amar o próximo (na sua definição mais simples) é não lhe fazer aquilo que nós não gostamos que seja feito conosco. É fazermos somente aquilo que concordarmos que também sejam feitas conosco. O que nós não gostamos de receber, o nosso semelhante também não deve gostar. Se respeitarmos essa regra, nos tornaremos cooperadores um do outro ao invés de destruidores, um do outro, como tem acontecido tão freqüentemente na nossa sociedade. Precisamos entender melhor o que é amor fraternal para colhermos boa convivência pessoal, familiar e social. O amor, não é uma coisa que se espera receber. É, principalmente, uma coisa que se dá.

É importante entendermos, entretanto, que o sentimento de amor não nasce sozinho, não nasce de si mesmo. Na verdade, o amor se cultiva com boa educação, muita informação e adequados esclarecimentos humanos, sociais e religiosos. Povo sem informação, sem discernimento da verdade e sem temor a Deus, dificilmente consegue desenvolver o amor ao próximo.

Uma outra questão muito importante e que precisa ser esclarecida, é que os seres humanos podem ser corrigidos, disciplinados ou recuperados por intermédio de dois métodos diferentes: O primeiro método é o do "olho por olho e dente por dente" (justiça rígida), o segundo é o de "dar a outra face" (amor e compreensão). O primeiro método é mais apropriado durante a fase educativa, isto é, durante o período em que a pessoa em questão está em fase de aprendizado. A justa punição, quando bem aplicada e com a medida correta, induz as pessoas a enxergarem seus erros e recomeçarem novamente. Entretanto, se já tiver transcorrido o período educativo, a punição, ainda que justa, pode produzir ódio e revolta por incapacidade de entendimento da pessoa "mal formada".

Portanto, após a fase educativa, a punição já não funciona de forma adequada. Nesses casos, só o amor consegue recuperar o que já estiver perdido (se ainda houver recuperação). Observe que quando uma pessoa má (ou mal formada) comete um erro e recebe uma palavra de amor e compreensão, ao invés de uma punição, ela fica envergonhada e é induzida a meditar sobre a respectiva questão. Esse momento de vergonha e meditação, abre espaço para arrependimentos e uma possível recuperação que pode reverter todo tipo de mau comportamento. No entanto, existe também um problema: se a técnica do amor e da compreensão for utilizada indiscriminadamente, durante a fase educativa, ela pode induzir os mais rebeldes a se tornarem insensíveis e sem-vergonha. Por isso, devemos usar de justiça rígida para educar, e de muito amor e compreensão para reeducar e recuperar.
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Autor: Valvim Dutra

Nota: Este artigo é a expressão do pensamento e opinião pessoal do autor, resguardada e protegida pelo direito constitucional inviolável da liberdade de expressão no Brasil. O autor é o único responsável pelas ideias e opiniões expressas acima.

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