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Os Equívocos da Educação Brasileira

Última atualização em 29/01/2017

Um dos maiores equívocos da Educação Brasileira está na responsabilidade administrativa do Ensino Fundamental. Esta fase, antigo 1o Grau, ficou a cargo dos municípios como se fosse a fase de menor importância social. Já é hora de compreendermos que em um país de grandes dimensões, como o Brasil, o ensino fundamental tem que ficar a cargo do governo federal. O ensino profissionalizante (superior, técnico, especializado, etc.) é que deveria ficar a cargo dos Estados, Municípios e iniciativa privada. O governo federal não precisa se preocupar com o ensino profissionalizante porque as necessidades e aptidões produtivas de cada estado, e de cada município, produzem por si mesmo as escolas técnicas e superiores de acordo com as reais necessidades de cada região.

O Ensino Fundamental é a principal formação de qualquer cidadão. Portanto, não é realmente prudente deixá-lo a cargo dos municípios ou da iniciativa privada. A maioria dos políticos municipais e donos de escolas particulares, ensinam apenas o que eles acham que é certo. Muitos deles procuram transmitir, como boas, somente suas ideologias pessoais formando assim cidadãos "míopes" e tendenciosos. (Podemos constatar esta realidade observando o número de partidos políticos existentes no Brasil.) A multiplicidade de partidos caracteriza uma sociedade de educação divergente e desordenada. Tal equívoco educacional tem transformado o Brasil numa verdadeira torre de Babel (ninguém se entende adequadamente). Essa "babelice" brasileira tem dificultado a formulação de corretas soluções.

Durante a década de 90, um novo problema depreciou consideravelmente a qualidade do ensino médio e fundamental nas escolas brasileiras. O excesso de filosofias liberalistas, construtivistas e "inclusivistas", agravadas pela ingenuidade do estatuto da criança e do adolescente, propiciaram desordem e indisciplina no ambiente escolar. As "liberdades pedagógicas" e a super proteção à criança, trouxeram muito mais transtornos do que benefícios à Educação brasileira. Hoje, com as recentes "melhorias", que proíbem a punição e praticamente obrigam a aprovação via recuperação paralela, recuperação da recuperação, NOA, etc., muitas escolas estão perdendo o controle dos alunos e ficando desgovernadas.

Os professores não estão conseguindo dar suas aulas de forma satisfatória porque os alunos estão desinteressados, indisciplinados e extremamente rebeldes. Com isso, o ambiente escolar está se tornando altamente estressante e a qualidade do ensino vem caindo dia após dia. O excesso de benevolência ao aluno vem causando queda de qualidade e comprometendo, inclusive, a personalidade e o caráter das novas gerações. Isso, conseqüentemente, tem multiplicado o número de pessoas improdutivas, levianas e também de marginais em todo o Brasil. Até o uniforme ("shortinho sensual" exibindo as curvas mais íntimas das crianças e adolescentes) adotado nos anos 90, é uma imoralidade totalmente oposta aos objetivos educacionais. Hoje, a sensação de impunidade (sensação de tudo pode) comum na maioria dos jovens, já nasce dentro das próprias escolas.

Extraído do Livro Renasce Brasil capítulo 11 - download gratuito

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Autor: Valvim Dutra

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