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Proposta de prevenção de fraude na urna eletrônica

Última atualização em 29/01/2017

fraude urna eletrônica Você já parou pra pensar nas possíveis falhas de segurança da urna eletrônica?

Imagine de que maneira o eleitor vai certificar-se de que, seu voto, foi registrado no sistema, interno, da urna, exatamente conforme ele viu na tela?... Será que é possível para a urna eletrônica mostrar uma coisa na tela, e registrar outra no seu interior?

Quem vai comprovar e como vai comprovar que não há fraude eletrônica no momento em que a informação (do voto) sai da tela e é gravada na memória da urna? O eleitor tem certeza daquilo que ele viu na tela, mas não tem como saber o que foi que a urna gravou na sua memória interna para posterior contagem.

A urna eletrônica, da forma como foi implantada, é uma vitrine da modernidade, mas não oferece segurança real ao eleitor, aos partidos políticos e nem mesmo aos candidatos.

Observe que é muito mais fácil -- para os maus candidatos -- fraudar um programa de informática, do que fraudar milhares de cédulas de papel. Atualmente, não há garantias de que, o candidato que aparece na tela da urna eletrônica, seja o mesmo candidato que a urna eletrônica vai registrar na memória no momento em que o eleitor confirma o seu voto. Qualquer microempresa de informática consegue adulterar facilmente estes programas. Elas podem fazer com que a urna eletrônica mostre uma coisa na tela, mas registre outra no CD interno e no boletim, de urna, durante a votação. Num país com altos índices de corrupção, como o Brasil, os próprios responsáveis pelo departamento de informática, da Justiça Eleitoral, podem se corromper e facilitar esse tipo de fraude.

Na área financeira e na maioria dos setores informatizados, como bancos e outros, as fraudes eletrônicas não são comuns porque existe um comprovante (um recibo) que permanece em poder da pessoa interessada para que possa reclamar se houver falha, ou fraude, no processamento eletrônico. Isso inibe as fraudes nesses setores porque podem ser facilmente constatadas por intermédio de um reclamante com o comprovante em mãos. Mas, no sistema de votação eletrônica, não temos meios de comprovar se está havendo fraude eletrônica ou não, no momento do voto.

Portanto, precisamos fazer algumas alterações na operacionalidade da votação. Poderíamos criar um comprovante (uma cédula impressa pela urna eletrônica) para ser inspecionada pelo eleitor após a confirmação do seu voto. Neste caso, a urna eletrônica usaria sua impressora interna para emitir esse comprovante. O eleitor retiraria este comprovante (esta "cédula") e faria a inspeção (conferiria se o voto estava impresso correto) antes de depositá-la numa urna tradicional com a mesma segurança das urnas antigas. Se os povos desenvolvidos fazem assim, porque só nós, abolimos a cédula de papel?

Este processo é para que, após as eleições, os partidos e candidatos tenham meios de fazer a contraprova, se assim o desejarem ou suspeitarem de alguma fraude. Com esta modificação, as urnas antigas teriam que retornar ao processo eleitoral, a fim de acolherem estes "comprovantes" depositados pelos próprios eleitores.

Neste novo sistema, o eleitor teria a certeza de que, o voto (impresso em papel) que ele depositou na urna tradicional e que conferiu com os próprios olhos, é verdadeiro e poderia ser posteriormente comprovado. O uso das urnas tradicionais, em conjunto com as urnas eletrônicas, seria uma segurança para o eleitor, para os partidos e para os próprios candidatos. Isso, com certeza, tornaria o processo muito mais seguro e inibiria esse e outros tipos de fraude eletrônicas tão comuns nos dias atuais.

Além disso, o brasileiro precisa de metodologias e de processos públicos que deem exemplos de transparência, eficiência, moralidade e exatidão. Alimentar a cultura do modernismo de aparências, em detrimento a metodologias seguras, não é bom para o desenvolvimento intelectual, empreendedorista e social, dos jovens brasileiros.

Vamos deixar a cultura da boa aparência de lado, e vamos adotar a cultura da exatidão e da segurança, para reconstruirmos essa nação sob bases sólidas e sustentáveis.

Extraído do Livro Renasce Brasil capítulo 13 - download gratuito
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Autor: Valvim Dutra

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